


EXPOSIÇÕES
PÊ-PÊ: PERMITIDO PERMANECER
Nós não começamos este trabalho pensando em arte. Começamos conversando sobre as coisas que cansamos de ouvir. Começamos falando sobre pertences removidos, sobre o direito de ir e vir sem ser expulsa, sobre o direito de existir sem precisar justificar a própria existência.
Depois vieram os bordados, os fuxicos, as tramas, os feitios à mão, as performances, as escrituras e as barracas de camping. Tão comuns em festivais, trilhas e áreas de lazer, elas se tornam indesejáveis quando servem de abrigo para várias de nós. Por isso aqui viraram suporte para a arte e telas para os nossos sonhos.
Pê-Pê nasce da vontade de transformar indignação em criação e de fazer da arte um lugar onde possamos imaginar outros futuros para nós mesmas.
A mostra reúne imagens e vídeos produzidos durante o processo de construção de Permitido Permanecer, ação realizada pela ativação do nosso QUANDO Coletivo no Parque Jacques Cousteau em Belo Horizonte.
ATÉ QUANDO?
Museu Mineiro
Av. João Pinheiro, 342 - Lourdes, Belo Horizonte - MG
10 de abril a 31 de maio de 2025
A exposição “ATÉ QUANDO?” apresenta
um ponto de cruzamento entre arte e
urgência, presença e ausência, entre o
agora e a espera que nunca termina. No
cerne da mostra está a questão que ecoa
em cada esquina da cidade, em cada
abrigo que acolhe mulheres em situação de
rua, em cada política pública insuficiente,
em cada circunstância de racismo e
preconceito: “Até quando pensarão que
somos burras?” “Até quando teremos
nossos direitos básicos desrespeitados?”
A arte aqui se torna então um instrumento
de fabulação e de embate, atravessando os
limites do museu e da rua, do institucional
e do informal, do visível e do sensível.




QUANDO OFFLINE
Era pandemia quando fomos contempladas em um edital de cultura que privilegiou projetos que previam o distanciamento social, ações online ou que continham medidas que soassem seguras contra o vírus que nos desolava. Essa exposição é fruto disso e acontece só agora, reflexo do possível dentro do funcionamento de todo um sistema do qual estamos sempre tentando nos adaptar. A "EXPOSIÇÃO QUANDO OFFLINE" aponta também outra questão que o coletivo convive, o fato de que dentro do contexto de nossa atuação, o acesso à internet não é para todas diante da realidade de quem passa ou já passou por situação de vida nas ruas. Assumimos esses tensionamentos porque eles fazem parte da vida e são intrinsecamente ligados a maneira como atuamos em nossas práticas artísticas, que aqui chegam como manifestos e reflexões acerca de nossos corpos e desejos de um mundo melhor. Esses trabalhos foram feitos a partir dos nossos LABA’s - laboratórios de arte e autonomia - de 2019 até 2023 usando diferentes suportes e linguagens artísticas e foram adaptados para contexto digital.
QUANDO Coletivo
Janeiro de 2024
QUANDO
Museu Mineiro
Av. João Pinheiro, 342 - Lourdes, Belo Horizonte - MG
29 de março a 01 de maio de 2022
QUANDO apresenta obras realizadas pelo coletivo de nome homônimo, que promove o encontro entre diferentes artistas e mulheres cis e trans que transitam pelo Maria Maria, espaço de acolhimento à pessoa com trajetória de vida nas ruas em sistema de moradia temporária subsidiada pela Prefeitura de Belo Horizonte. O grupo só existe a partir desse encontro, que a cada vez conta com mulheres diferentes, fruto do próprio fluxo movente da vida. Coexistir através de práticas artísticas que evidenciam o diálogo, a troca e o imprevisível fazem parte do QUANDO.



QUANDO AS MARIAS FALAM
Galeria Passarela Cultural
Anexo da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais Francisco Iglesias
R. da Bahia, n. 1899 / 2º piso, Funcionários, Belo Horizonte
14 a 22 de dezembro de 2018
Nascemos nus. Em seguida recebemos nossa segunda pele: a roupa. Durante muito tempo ela é escolhida por outros, só depois chega a autonomia da escolha para combinar as próprias peças, uma forma de afirmação de nossos gostos, de nossas identidades. Mas e as pessoas que não possuem essa escolha? Vamos apresentar algumas: mulheres que durante algum tempo tiveram as ruas de Belo Horizonte como moradia e hoje vivem no Maria Maria, lar para mulheres situado no Bairro da Lagoinha, abrigo que existe há mais de 20 anos acolhendo e cuidando, promovendo o sentido de comunidade. São Marias das Dores, das Graças, do Rosário, de Lourdes e tantas outras, que se vestem de peles que surjem ao acaso, não foram desenhadas para elas e que na maioria das vezes não condizem com suas medidas, com suas anatomias.